Projetos

O nome Anora Campo

postado em 27.02.2013

 

 

Com alguma frequência somos perguntados sobre o que significa e de onde veio o nome Anora Campo. Pensando nisso resolvemos escrever esse texto para mostrar nosso processo de trabalho, desse que foi o primeiro projeto de naming do escritório.

 

Boa leitura!

 

Contexto
Nossa empresa é especializada em construção de marcas, mais conhecido como branding, desde a concepção estratégica (quem a marca é, quem são os stakeholders, qual seu mercado, fornecedores, clientes, posicionamento para estes, arquitetura da marca e etc.) até a parte criativa, que chamamos de tangibilização: nomes, identidade verbal, identidade visual, logos, tipografias, cores, texturas, formas, aplicações em papelaria, posters, web, editorial, embalagens e etc.

 

Uma empresa de branding, em em seu discurso fala sobre pensar e construir marcas e que tem na estética apurada uma de suas ambições para todos os projetos, deve ter como seu primeiro grande projeto a própria marca.

 

E a primeira etapa disso seria o nome dela. Esse processo (de criação de nomes) é chamado de naming.

 

O briefing
Uma vez um grande designer disse: seu pior cliente é você mesmo. Pensando nisso, tratamos esse trabalho como se fosse para um cliente externo. Logo, a primeira etapa deveria ser o briefing, documento que iria guiar todo o processo.

 

Iniciamos sem muitas firulas, fomos direto ao que o nome da empresa deveria contemplar:

 

● Nomes genéricos não poderiam ser usados, já que esse é o maior ponto de contato que sua empresa terá com o mercado. As pessoas veem logos, mas falam nomes! Por tanto, precisávamos de um nomes que, acima de tudo, representasse nossa empresa, que representasse nossa originalidade, nosso posicionamento;

 

● Projetamos para nossa empresa um alcance regional, nacional e internacional. Por isso, nosso nome deveria ser legível e “pronunciável” para outros idiomas, como por exemplo, o inglês; mas também principalmente por idiomas de origem latim como espanhol, francês, italiano e português;

 

● Sim, português! Esse era outro problema a ser resolvido: o nome deveria ter uma composição escrita simples, onde a pronuncia imitasse a escrita e a escrita imitasse a pronuncia. Por tanto, nomes com letras e sílabas mudas ou com pronuncias que não fossem legitimamente portuguesas, não seriam aceitos;

 

● Esse nome deveria soar “brasileiro” para os brasileiros e “internacional” para os gringos;

 

● Disponibilidade de registro junto ao INPI;

 

● Disponibilidade de domínio .com;

 

● Se possível, que não tenha tido outro uso até então.

 

Produção
A partir do momento que tinhamos o briefing, partimos para os estudos de línguas européias. Pronúncia, escrita e história dessas línguas foi o que mais lemos durante semanas. Precisávamos conhecer essas línguas para poder criar algo que fosse “pronunciável” para elas.

 

Nesse ponto, surgiu uma nova pergunta (problema): criar um nome com palavras do léxico de algum idioma de forma proposital ou criar um nome completamente novo?

 

Revendo o briefing e projetando as melhores soluções, vimos que a melhor decisão era criar um nome do zero. Até porque havia a demanda de se criar um nome que não brigasse com qualquer outro nome parecido no Google, que tivesse domínios na internet disponíveis e que fosse passível de proteção e registro de marca no INPI. Logo, criar um nome seria a melhor resposta para todos esses problemas ao mesmo tempo.

 

Escrevemos muitos nomes em um longo processo que envolveu lápis, muito papel e muitas ideias. Até que chegamos a palavra ANORA. Sonora, simples de ser escrita e pronunciada.

 

Após estudos percebemos que para posicionarmos a marca de forma mais contundente no mercado internacional, rivalizando com outras empresas que já estão no mercado e para criar uma originalidade maior para a marca vimos que o nome deveria ser composto. Então recomeçamos todo o mesmo processo que nos levou a “ANORA”, mas dessa vez em busca do segundo nome da marca. De um sobrenome.

 

Vimos que a palavra ANORA já trazia alta carga de identidade, que pouquíssimas coisas, pessoas e empresas no mundo tinham esse nome. Então para o segundo nome decidimos usar uma palavra do léxico para criar um equilíbrio maior para a marca.

 

Chegamos ao nome ANORA BRAND. Também sonoro e dessa vez composta. Entretanto, a segunda palavra não era pronunciada da mesma forma que era escrita. Ou seja, não resolvia o briefing. Voltamos aos estudos e, num momento de lazer olhamos para o sobrenome do fundador da empresa (Daniel Campos). Vimos ali a solução perfeita para o briefing. Para tirar o peso extremamente latino que o nome CAMPOS tem e para trazer mais identidade para a empresa, retiramos o S.

 

Assim, chagamos ao nome ANORA CAMPO. Ele atendia a todos os pontos do briefing, resolvia todos os problemas de comunicação e era passível de registro e proteção.

Conheça a Anora Campo

Nossos projetos e cases